A trajetória do atleta vai muito além das quadras. Sua habilidade esportiva o qualifica como um dos maiores jogadores da história. E, também, um dos grandes nomes no mundo dos negócios.

O que você vai ler neste artigo: Quem é Michael Jordan? Como foi a carreira de Michael Jordan nas quadras? Quem é o homem de negócios Michael Jordan? Qual é a história familiar de Michael Jordan? Michael Jordan é filantropo? Como Michael Jordan se tornou bilionário? Quando Michael Jordan começou a jogar basquete? Quais esportes Michael Jordan já jogou? O que aconteceu com o pai de Michael Jordan?
Michael Jeffrey Jordan, filho de James e Delores Jordan, é 7º da lista de negros com dinheiro do mundo. Sua fortuna gira em torno dos 3,5 bilhões de dólares!!! Não é o número 1, como no basquete, quando na liga americana de basquete, a NBA. Nem precisa. Grande parte da sua riqueza provém de royalties gerados pela Jordan Brand, uma linha de produtos esportivos desenvolvida em parceria com a Nike. E outro tanto é por conta da venda de sua participação majoritária no time de basquete Charlotte Hornets, operação contribuiu para o seu status de bilionário.
17 de fevereiro de 1963, Brooklyn, Nova Iorque, são a data e o local de seu nascimento. E, antes de começar a andar, já viaja de mudança para a Carolina do Norte, onde tem início sua jornada de Atleta – com “A” maiusculo mesmo -, na Emsley A. Laney High School, em Wilmington, onde joga beisebol, futebol e basquete.
É verdade que, no começo, na sua primeira tentativa de integrar o time de basquete, foi considerado muito baixo para jogar – 1,80m de altura. Mas, motivado a provar seu valor, ele insiste.
10 cm depois
Acontece no verão seguinte, após treinamentos rigorosos que renderam 10 centímetros de altura a mais, Jordan conquista um lugar no time do colégio e torna-se a estrela da equipe júnior, registrando 40 pontos em vários jogos.
Não demora, o jovem atleta é recrutado por inúmeros programas de basquete universitário, incluindo as Universidades de Duke, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Syracuse e Virginia.

Em 1981, ele aceita uma bolsa para jogar basquete pela Universidade da Carolina do Norte e, no ano seguinte, é dele a cesta da vitória no Campeonato da NCAA – associação que organiza a maioria dos programas de esporte universitário dos Estados Unidos – contra a Universidade de Georgetown, um arremesso que é, também, o principal ponto de partida para sua carreira profissional.
Jordan deixa a Carolina do Norte em 1984 para entrar no Draft da NBA – evento anual em que as equipes da NBA podem selecionar – e é selecionado como a terceira escolha pelo Chicago Bulls.
Dois anos depois, em 1986, volta à Carolina do Norte para completar a sua licenciatura em geografia cultural.
Aposentadorias
No livro autobiográfico Nunca Deixe de Tentar, Jordan conta que se preparava para a aposentadoria como jogador de basquete desde os Jogos Olímpicos de Verão de 1992. Isso porque sentia-se esgotado, pressionado pelo status de celebridade em ascensão.

E o assassinato de seu pai, antecipa a sua decisão, anunciada em 6 de outubro de 1993. Na época, ele alega não ter mais vontade de jogar basquetebol, o que choca a NBA e é primeira página dos jornais em todo o mundo
Mas Jordan não abandona as quadras. Não demora, ele assina contrato com um time de beisebol, o Chicago White Sox, decidido a perseguir o sonho de seu pai, que sempre tinha imaginado seu filho como um jogador da liga de beisebol.
No final deste artigo, no intertítulo em família, saiba mais detalhes sobre a morte de seu pai e da vida do atleta como pai, marido e avô.
Em 1º de novembro de 1994, o seu número 23 é aposentado pelos Bulls em uma cerimônia que inclui a revelação de uma escultura em sua homenagem, conhecida por “O Espírito”.
Só que não é dessa vez…
Passados menos de dois anos, o atleta retorna ao antigo esporte, vestindo a camisa número 45, marca 19 pontos e lidera o Chicago Bulls na conquista de mais três títulos consecutivos entre 1996 e 1998.
Exaustão mental e física fazem com que, em 1999, Jordan anuncie outra aposentadoria como jogador, para “renascer”, no ano seguinte, como co-proprietário e presidente de operações de basquete do Washington Wizards.

No verão de 2001, ele retorna às quadras para doar seu salário como jogador para as vítimas do ataque terrorista às torres gêmeas em 11 de setembro.
A aposentadoria pra valer tem início após a uma partida da NBA no dia 16 de abril de 2003, na Filadélfia, com 32.292 pontos marcados na temporada regular e a classificação de terceiro na lista dos maiores de todos os tempos da NBA .
Atleta do século
Mas muitos jogadores contemporâneos de Jordan o consideram o maior jogador de basquete de todos os tempos, por sua incrível capacidade de pontuar e habilidade nos saltos.
Um levantamento feito entre jornalistas, atletas e outras figuras de esportes pela ESPN, rede de canais de televisão por assinatura especializada no assunto, o classifica como o maior atleta norte-americano do século XX, acima de ícones como Babe Ruth e Muhammad Ali.
A revista Sports Illustrated que, por 50 vezes, estampou suas capas com o rosto do atleta, na edição de esportes de setembro de 1996, por ocasião dos 50 anos da publicação, o nomeou o maior atleta dos últimos 50 anos.

Seu tamanho também pode ser contabilizado no dia 15 de setembro de 2022, quando a camisa usada por ele no jogo de abertura das finais da NBA de 1998 foi vendida em leilão por mais de U$10 milhões de dólares, tornando-se a peça mais cara de relíquia esportiva usada em jogos da história.
Não é por acaso que desde agosto de 2009, Jordan integra o Hall da Fama do Basquete em Springfield, Massachusetts.
Seu legado é incontestável dentro e fora das quadras – em 21 de fevereiro de 2003, registre-se, ele se torna o primeiro jogador com mais de 40 anos a marcar 43 pontos em um jogo da NBA. Legado que, muitas vezes, se confunde com os pioneirismos conquistados:
- Líder da NBA em pontos em 10 temporadas – recorde de Cestinha da Liga
- Segundo maior pontuador da história da NBA, 5.987 pontos nos playoffs
- Média de pontos durante toda a carreira: 30,1 pontos em quinze temporadas
- Pontuação máxima num único jogo é de 69 pontos, contra os Cleveland Cavaliers, em 28 de março de 1990
- Bicampeão nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, 1984, e de Barcelona, em 1992, liderando a Seleção Estadunidense, o “Dream Team”, o “Time dos Sonhos”, considerada a melhor equipe de basquetebol da história.
- Melhor jogador da temporada regular por cinco vezes, das finais em todos os seis títulos do Bulls e do All-Star Games em três oportunidades
- Maior ladrão de bolas por três vezes
- Defensor do Ano em 1988
Resumindo:
“Deus disfarçado de Michael Jordan.”
Declara Larry Bird, estrela dos Boston Celtics, após ver o atleta marcar o recorde de 63 pontos em jogo de playoffs contra o seu time, em 1986.
“Garoto propaganda”
Jordan é uma das figuras do esporte mais comercializadas na história. Importante porta-voz de marcas como Nike, Coca-Cola, Chevrolet, Gatorade, McDonald’s, Ball Park Franks, Rayovac, Wheaties, Hanes e MCI.
No passado, teve um longo relacionamento com a Gatorade, aparecendo em mais de 20 comerciais da empresa desde 1991, incluindo os comerciais “Like Mike“, em que a música foi cantada por crianças que desejavam ser como Jordan.
A Nike cria um calçado assinado por Jordan, o Air Jordan. E em um dos comerciais mais populares do produto, o cineasta Spike Lee – fazendo às vezes de garoto propaganda – buscava a fonte das habilidades de Jordan e se convencia que só podia ser o calçado!

O atleta também é associado com os Looney Tunes, personagens de desenhos animados e, em comercial da Nike exibido durante o Super Bowl XXVI, Jordan e Pernalonga aparecem jogando basquete contra alienígenas.
Esse comercial do Super Bowl inspirou o filme Space Jam, de 1996, onde os Looney Tunes convocavam um recém-aposentado Jordan para ajudar a vencer um jogo de basquete contra extraterrestres malignos.
Posteriormente, atleta e personagens aparecem juntos em vários comerciais para a MCI, e Jordan, ainda, faz uma aparição no filme Looney Tunes: Back in Action, de 2003.
Bilionário negro
Sua renda anual é estimada em mais de US$40 milhões. No ápice da carreira, os jogos em casa e fora de casa sempre tinham casa cheia, o que o fez bater recordes de salário ao assinar contratos anuais superando US$ 30 milhões por temporada.
Em junho de 2010, Jordan já aparecia na Forbes como a vigésima celebridade mais poderosa do mundo, por ter faturado US$55 milhões entre junho de 2009 e junho de 2010, e sua marca gerar US$1 bilhão em vendas para a Nike.

Na mesma revista, 15 anos depois, Jordan está na lista dos bilionários negros. E, entre os seus bens, a propriedade da 23XI Racing, equipe da Nascar – Associação Nacional para Corridas de Carros de Série. Seus carros levam o número 23.
E como dinheiro chama dinheiro, em 13 de maio de 2025, a NBC, emissora de TV americana, anunciou a contratação da lenda do basquete, para o time que vai fazer a cobertura da NBA. E, segundo informações da imprensa dos Estados Unidos, ele vai receber um salário de US$40 milhões anuais.
Em família
Jordan é o quarto de cinco filhos. Tem dois irmãos mais velhos – Larry e James -, uma irmã mais velha, Deloris, e uma irmã mais nova, Roslyn.
Casamentos, dois: um com Juanita Vanoy, três filhos, e outro com Yvette Prieto, gêmeas. O primeiro dura sete anos e custa US$168 milhões na separação. O segundo, de 2013, tem contrato pré-nupcial – a esposa recebe US$1 milhão por cada ano de casamento, e após dez anos, o valor aumenta para US$5 milhões anuais.
Em 2019, Michael Jordan torna-se avô.
Em nome da família, ainda, o empresário assume um compromisso com a comunidade de sua cidade natal, na Carolina do Norte, onde consolida grande parte de sua trajetória esportiva.

Lá, ele constroi, também, unidades de saúde que oferecem cuidados primários a pessoas sem plano de saúde ou com seguro de saúde insuficiente no projeto que se chama “Clínica Médica da Família Michael Jordan“.
Sobre o assassinato de seu pai – que retira o jogador das quadras de basquete por um tempo -, aconteceu em 23 de julho de 1993, em uma área de acostamento em uma rodovia em Lumberton, Carolina do Norte, por dois adolescentes, Daniel Green e Larry Martin Demery.
Os assaltantes foram localizados, a partir de chamadas que utilizando o telefone celular de James Jordan, e condenados à prisão perpétua.
Em memória do pai, em 1996, o atleta inaugura o Boys & Girls Clubs of Chicago, uma organização de desenvolvimento juvenil para que, especialmente aqueles que mais precisam, alcancem seu pleno potencial como cidadãos produtivos, atenciosos e responsáveis. A proposta é equipar seus membros com os recursos emocionais, educacionais, físicos e culturais que lhes permitam aproveitar a infância e prosperar na vida adulta.
‘Just do it’
Traduzindo: “Apenas isso” – uma frase simples, transformada em mantra de superação e determinação, características da história do atleta que, adolescente, foi barrado por seus 1,80m de altura não serem suficientes!


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Fontes: Forbes, Lance, Porto Alegre 24 Horas, Só Notícia Boa, Wikipédia, CNN, Boys & Girls Clubs of Chicago
Escrito em 1º de junho de 2025