Título do primeiro livro físico do Primeiros Negros – também em edição digital – propõe uma jornada transformadora de reconexão ancestral para pessoas afrodescendentes.

O projeto Primeiros Negros, em parceria com o Estúdio Adaludem, lança em 2025 o livro, também em versão e -book, Autoestima, um caminho para o autoamor, obra transformadora que convida pessoas que se reconhecem como negras, pretas, pardas, afrodescendentes, de origem africana a reconectarem sua essência e potência ancestral.
Autoestima, um caminho para o autoamor, escrito pela jornalista e educomunicadora Tania Regina Pinto, fundadora do Primeiros Negros, celebra os 16 anos do projeto ativista – primeiro como blog e há cinco anos como site -, bem como a criação do Projeto Ebó, focado em trazer para a vida real, para o tempo presente, toda a experiência vivenciada por pioneiros e pioneiras negras, desde tempos imemoriais, e registrada em seu acervo.
O que é o Projeto Ebó? Uma jornada circular a ser vivenciada de modo cíclio – a partir de comunidades que, juntas, transformam-se em um quilombo virtual -, que inclui livros e e-books voltados a profissionais da área de educação e as leitores em geral, círculos de pensares, oficinas de saberes que investem em escrita e na concretização de projetos pessoais e profissionais, entre outras atividades presenciais e on line.
No detalhe
A obra, em 17 capítulos, propõe reflexões e dinâmicas com a intencionalidade de acolher e desacomodar o leitor e a leitora, de modo a perceberem uma outra maneira de se viver em sociedade, a partir de um olhar mais respeitoso, qualificado e amoroso para si mesmo, bem como mais consciente para a sociedade em que vivemos e para a vida em si.
Autoestima, um caminho para o autoamor distingue, com objetividade, os sentimentos de autoestima de autoamor, compreendendo a primeira como ferramenta de resistência diária, e a segunda como ato político, ético, de resistência. “Autoamor tem a ver com autoestima, só que é mais, inclui outros sinônimos confluentes”, destaca a autora, referindo-se à proposta de contra colonizar o pensamento do filósofo quilombola Nego Bispo.
Conceitos como autoconfiança, autodeterminação, autoacolhimento e autocuidado – são alguns dos “sinônimos confluentes” a que Tania Regina se refere – e que ampliam o olhar sobre o que significa amor por nós e para nós, potencializando o autoamor como prática coletiva.


Inspirado na filosofia Ubuntu – “eu sou porque nós somos”, o livro resgata saberes africanos ancestrais como caminhos de cura e pertencimento. A proposta é o fim da vitimização, a importância do “memoriar” – recuperar a memória familiar – e práticas comunitárias como o ritual “Sawabona Shikoba”, para nos manter conectados com o melhor do nosso existir.
O Mito do Espelho da Verdade, das filosofias africanas, serve como fio condutor da narrativa, ensinando que a verdade está fragmentada em cada pessoa, promovendo assim o respeito à diversidade de perspectivas e o fortalecimento coletivo.
Sobre o projeto e a autora
Autoestima, um caminho para o autoamor é um livro para a sala de casa e para a sala de aula. Indicado para pessoas de todas as idades, para a leitura em família, entre amigos… Oferece uma contribuição significativa para os debates contemporâneos sobre identidade racial, saúde mental da população negra e fortalecimento comunitário.
Primeiros Negros é um projeto ativista que tem por foco o pioneirismo do povo negro. Criado em maio de 2009, se reconhece como acervo ancestral – são mais de 600 artigos publicados – e propõe um outro olhar para o viver negro em África e na diáspora, a partir do reconhecimento da potência do continente original da humanidade.
Tania Regina Pinto é jornalista e educomunicadora. Primeira repórter e editora do Suplemento Feminino do jornal O Estado de S. Paulo a incluir pessoas negras nas capas e reportagens.

O livro está disponível em formato físico e digital, à venda no site do Primeiros Negros e nos endereços dos parceiros do projeto.
Que lindo tudo isso!
Há cerca de dois meses venho acompanhando este acervo e estou encantada com cada escrita e suas respectivas temáticas. Penso que ele se tornou minha “válvula de escape” neste ano, e não poderia deixar de dizer o quanto tem me ajudado ultimamente, principalmente em questões relacionadas à autoestima de nós mulheres negras.
Quero parabenizar a todos os envolvidos nesse projeto incrível que é este acervo. E Tania, gostaria de agradecê-la em especial. Escrever também é um ato de resistência e, como tenho a pretensão de seguir carreira acadêmica, estou descobrindo isso aos poucos. Enfim, não vejo a hora de poder adquirir esse livro.
Abraços!
Lorena, que delícia ler sua mensagem. Nos revigora. E nosso livro já está à venda no site. Conheça também o Projeto Ebó, uma jornada de crescimento circular que estamos propondo. Abreijos, muita inspiração e sucesso na sua escrita.
Tania