“Tem algo errado com ele.”
É assim que começa, muitas vezes, a trilha que transforma o sofrimento em diagnóstico, a tristeza em disfunção, a revolta em sintoma. E quase sempre, quando essa frase é dita, o sujeito em questão é negro. Um menino que não para quieto na sala. Uma mulher que grita demais no posto de saúde. Um homem que bebe pra aguentar a vida.
O que está errado, afinal? O corpo? A mente? Ou o mundo que insiste em adoecer os corpos que quer controlar? Vivemos tempos em que há pílulas para o luto, terapias para o tédio, síndromes para o cansaço e rótulos clínicos para o grito.
A vida, em sua complexidade e contradição, vai sendo capturada por diagnósticos, manuais e receituários. É a era da medicalização da existência — ou, como alguns diriam, da transformação do viver em patologia.
Mas o que acontece quando esse processo se cruza com o racismo estrutural? O que significa medicalizar a vida de quem historicamente nunca teve o direito de viver plenamente?
Este texto é um convite à inquietação. Uma tentativa de pensar como a medicalização da vida opera nos corpos negros, não como exceção, mas como regra de uma sociedade que naturaliza o adoecimento de quem ela não suporta ver existindo em liberdade.

O que é medicalização da vida – e por que precisamos falar disso entre nós…
Medicalizar é transformar algo da vida em um problema médico¹.
A dor de perder alguém se reduz a um desbalanço de neurotransmissores. O sentimento de tristeza, por conta das condições de vida, dá lugar ao diagnóstico de depressão.
Quando a inquietação de uma criança se torna TDAH — sem que se pergunte se ela tem o que comer em casa ou um quarto para chamar de seu. Não se trata de negar o sofrimento, mas de entender quem está definindo o que é sofrimento, por que está fazendo isso e a serviço de quem².
A medicalização da vida é o processo pelo qual aspectos da existência humana — sentimentos, comportamentos, modos de ser — são traduzidos pela linguagem médica e tratados como doenças.
Mas atenção: isso não é só uma questão técnica. É também, e talvez principalmente, uma forma de controle social³.
Desde o nascimento até a morte, somos avaliados, medidos, comparados4. E quanto mais distantes estivermos do padrão esperado — branco, de classe média, heterossexual, calmo, produtivo e “resiliente” — maior a chance de sermos diagnosticados como anormais, disfuncionais, perigosos ou doentes.
No Brasil, esse padrão está longe da realidade da maioria. E quando falamos da população negra, essa distância vira abismo. O racismo, ao produzir desigualdades materiais, simbólicas e afetivas, também interfere na forma como se define o que é “normal” — e quem tem o direito de ser tratado com cuidado, e não com contenção5.
Por isso, precisamos falar da medicalização entre nós, pessoas negras. Porque se não nomearmos o que nos atravessa, corremos o risco de continuar tomando remédio para a dor que o racismo provoca e achando que o problema está só dentro da gente.
A armadilha da normalidade
Ser “normal”. Eis um dos mandamentos mais cruéis da vida moderna. Mas o que é, afinal, esse normal que nos cobram tanto? Quem o definiu? E por que ele nunca se parece conosco?
A normalidade é vendida como meta, mas funciona como armadilha. É um molde social que promete pertencimento em troca de obediência4. E essa obediência inclui: conter o corpo, calar a dor, ocultar a revolta, falar baixo, sorrir sempre e ser produtivo — mesmo sob pressão, mesmo sangrando por dentro.
O problema é que esse molde tem cor, classe e padrão. Foi desenhado por e para corpos brancos, urbanos, masculinos e burgueses. O resto, os corpos negros, periféricos, dissidentes — são chamados de “desajustados”, “descompensados”, “descontrolados”. E, claro, medicalizados.

A normalidade, nesse sentido, é uma ficção violenta, sustentada por um sistema que lucra com o sofrimento que ele mesmo produz. Um sistema que transforma dor em sintoma, sintoma em diagnóstico e diagnóstico em mercado1.
Por isso, quando uma mulher negra diz que está cansada, a resposta muitas vezes é um ansiolítico — nunca a escuta sobre o peso histórico que ela carrega. Quando um jovem preto se isola, o diagnóstico é depressão, mas ninguém pergunta se ele já viu amigos morrerem na quebrada. Quando uma criança negra é agitada, o laudo vem antes do abraço — e o remédio antes da pergunta.
A normalidade, portanto, não é neutra. É um instrumento de controle. E para a população negra, ela tem servido como dispositivo de silenciamento e punição. Afinal, se você não se encaixa, o problema é seu. Nunca do mundo.
Em vez de perguntar “o que está errado com essa pessoa?”, talvez devêssemos perguntar “o que essa pessoa está revelando sobre o que está errado com a sociedade?”.
Esse deslocamento muda tudo. Porque desloca o olhar da vítima para o sistema. Do corpo para a estrutura. Da mente para a história. Mas isso exige coragem. E exige também desobedecer a normalidade — essa senhora sisuda que exige disciplina e cobra adoecimento em troca de aceitação.
Corpo negro, alvo da disciplina médica
Desde os primeiros passos da medicina moderna, o corpo negro não foi visto como sujeito de cuidado, mas como objeto de estudo, de controle e de experimentação.
Nos porões dos navios negreiros, nos campos de algodão, nos hospitais de caridade, nos hospícios e nas prisões a ciência médica aprendeu a nos olhar com desconfiança, distância e autoridade6.
Não é exagero dizer que o corpo negro foi fundamental para o avanço da medicina ocidental, não como beneficiário, mas como cobaia7.
Foram corpos negros que serviram de base para pesquisas sem anestesia, cirurgias forçadas e teorias raciais. A chamada “psiquiatria tropical” — que dizia que negros sofriam menos dor, tinham cérebros menores ou não eram plenamente humanos — foi ensinada nas faculdades e aplicada nas instituições com selo de ciência8.
Essa herança perversa não ficou no passado. Ela muda de roupa, mas não de lógica. Hoje, o corpo negro ainda é visto como “resistente demais” (logo, aguenta mais dor), “perigoso demais” (logo, precisa ser contido), “sexualizado demais” (logo, precisa ser reprimido).
A medicina, nesse contexto, atua como uma tecnologia de contenção social8. Ao invés de tratar, muitas vezes, disciplina. Ao invés de cuidar, vigia. E ao invés de libertar, silencia.
O hospital vira prisão química. O remédio vira castigo. O laudo vira sentença.

E tudo isso acontece com uma aura de neutralidade científica, como se fosse “para o bem do paciente”. Mas a quem realmente serve uma medicina que naturaliza a dor de uns e superprotege a dor de outros?
O corpo negro, no Brasil, é lido como ameaça antes mesmo de qualquer gesto. Quando adoece, é suspeito. Quando sofre, é desacreditado. Quando morre, é estatística. E quando grita, é medicado.
O que está em jogo aqui não é apenas o racismo na saúde. É o uso da saúde como ferramenta do racismo. É preciso nomear isso. Para que o cuidado possa deixar de ser mecanismo de opressão e se tornar, de fato, possibilidade de vida.
Trabalho, dor e alienação
Acordar cedo. Pegar dois ônibus. Bater cartão. Produzir, calar, suportar. Voltar tarde, cansado, moído. Cuidar dos filhos, da casa, do corpo que dói e da mente que já não aguenta mais. Dormir pouco, e recomeçar.
Para milhões de pessoas negras no Brasil, essa é a rotina. Não é exceção. É regra. Mas quando esse ciclo se torna insuportável, o diagnóstico não vem em forma de denúncia social. Vem em forma de CID – sigla de Classificação Internacional de Doenças. De receita. De cápsula.
O capitalismo precisa de corpos produtivos4. Mas nem todos os corpos servem para isso da mesma forma. O corpo negro, historicamente, foi inserido nesse sistema como força de trabalho barata, descartável e exaustivamente explorada.
A escravização foi a base do modelo econômico brasileiro9. Mas sua lógica de exploração permanece viva, agora com crachás, metas e vigilância digital. A promessa é a meritocracia. A realidade é o esgotamento.
Quando o corpo negro não aguenta mais e adoece, o sistema não pergunta sobre as causas. Ele medicaliza os efeitos. O sofrimento é visto como falha individual — não como consequência de um modelo que transforma gente em máquina e dor em mercadoria.
A alienação, nesse contexto, não é apenas econômica. É também existencial. O sujeito negro é arrancado de si — dos seus desejos, dos seus sonhos, da sua história — para caber numa engrenagem que o sufoca e o culpa por não dar conta6.

E então vem a lógica perversa: se você está cansado, tome um energético. Se está triste, um antidepressivo. Se está revoltado, um ansiolítico. Se está fora do padrão, um diagnóstico.
O que o sistema não diz, mas precisa ser dito, é que talvez o problema não esteja em você. Talvez o mundo esteja doente. E você esteja apenas reagindo com lucidez.
O adoecimento psíquico de pessoas negras não pode ser analisado sem considerar esse cenário de exploração permanente. De desemprego, subemprego, assédio, racismo ambiental, ausência de políticas públicas, negação do lazer e da dignidade10.
Nesse sentido, o que muitos chamam de “depressão” pode ser também cansaço de resistir. O que chamam de “ansiedade” pode ser medo real de morrer. O que chamam de “apatia” pode ser estratégia de sobrevivência.
Chamar isso de transtorno mental sem falar de racismo e desigualdade11 é uma forma de trair a verdade.
A psiquiatria e o racismo
A loucura tem cor? A resposta oficial sempre foi não. Mas a prática cotidiana grita sim12.
A psiquiatria, essa ciência do normal e do anormal, nunca foi neutra. Desde o seu nascimento, ela se alimentou da ideia de que existem comportamentos mais civilizados que outros. E num país como o Brasil, marcado pela escravização e pela ideologia da democracia racial, o comportamento negro quase sempre foi lido como suspeito, excessivo ou patológico.
No final do século XIX, enquanto os manicômios cresciam como forma de controle urbano, corpos negros já não cabiam nos engenhos, mas tampouco eram bem-vindos nas cidades. Eram vistos como vagabundos, alcoólatras, perigosos, desajustados. E para todos esses “tipos”, a solução era sempre a mesma: internação5.

Os hospícios serviram como instrumentos de higiene racial. Os diagnósticos psiquiátricos, criados a partir de critérios morais e eurocêntricos, passaram a ser utilizados como justificativa para isolar, conter e silenciar.
E isso continua.
Hoje, basta olhar quem está dentro dos manicômios judiciários, dos CAPS AD – Centro de Atenção Psicossocial para Adultos superlotados e das comunidades terapêuticas sem fiscalização: pretos e pobres.
A psiquiatria, quando se afasta da escuta e se aproxima do controle, reproduz desigualdades. Transforma revolta em sintoma. Confunde cultura com delírio. E sobretudo: desconsidera a história que adoece antes mesmo que o sujeito chegue ao consultório.
Não se trata de negar os avanços da reforma psiquiátrica. Há profissionais comprometidos com o cuidado em liberdade, com a escuta ampliada, com a despatologização da vida13. Mas a estrutura institucional ainda está marcada por uma lógica racista:
- Os protocolos padronizados são baseados em realidades brancas e eurocentradas;
- A medicalização é oferecida como primeira (e às vezes única) forma de cuidado;
- O sofrimento racial não entra como categoria nos manuais diagnósticos.
É como se o racismo (essa máquina de moer subjetividades) não deixasse marcas psíquicas. Como se bastasse “tratar o indivíduo”, quando o que o adoece é coletivo, histórico e cotidiano.
Enquanto isso, o jovem preto que tenta se matar não encontra vaga no CAPS. A mulher negra que pede ajuda no posto de saúde ouve que está “exagerando”. O homem negro que sofre com alucinações é algemado antes mesmo de ser escutado.
A psiquiatria, se quiser ser parte da solução, precisa reconhecer seu lugar no problema. Precisa sair da posição de “especialista da mente” para se tornar também testemunha do mundo que enlouquece os corpos negros.
Porque enquanto o racismo seguir sendo invisível nas fichas clínicas, ele continuará sendo visível nas estatísticas da morte.
Uma clínica que liberte
E se, em vez de perguntarmos “qual é o diagnóstico?”, perguntássemos “quem te negou o direito de existir em paz?”?
E se, ao invés de tentar normalizar o sujeito negro para caber num mundo que o rejeita, a gente buscasse transformar esse mundo para que ele possa respirar inteiro?
Essa é a virada que precisamos. Uma virada ética, política e epistemológica. Porque o que está em jogo não é só o tipo de remédio que se prescreve, mas o tipo de humanidade que se reconhece.
Cuidar pode ser escutar um silêncio sem apressar a resposta. Pode ser reconhecer a história de um corpo sem reduzi-lo a um laudo. Pode ser partilhar um feijão, oferecer um colo, garantir uma rede.
Cuidar, para nós, não começou com a medicina ocidental. Cuidar está nas rodas de samba, nos terreiros, nos quintais das avós. Está na sabedoria das ervas, na dança que cura, na reza que protege, no dengo que salva14. Está no “me conta o que aconteceu”, e não no “qual o seu sintoma?”
Essa é a memória viva de um povo que aprendeu a sobreviver sem acesso à saúde formal, criando estratégias de cuidado baseadas na coletividade, no afeto, na oralidade e no vínculo. São saberes desvalorizados pelo olhar clínico, mas profundamente potentes.

Imaginemos uma clínica que reconheça essas potências. Uma psiquiatria que não reduza o sujeito à sua “adesão ao tratamento”, mas que o veja como alguém em disputa com um mundo que insiste em adoecê-lo.
Uma clínica que reconheça o racismo como produtor de sofrimento, e não como pano de fundo irrelevante, que valorize a ancestralidade como ferramenta legítima de cura, e não como mera expressão exótica; que acolha o conflito como sinal de vitalidade, e não como desvio a ser corrigido, e que comprometa-se com a vida do sujeito em sua inteireza, e não apenas com sua estabilidade comportamental — eis os pilares de um cuidado verdadeiramente antirracista e libertador.
Porque não se trata apenas de não medicalizar. Trata-se do compromisso radical de uma via de construção do negro enquanto sujeito da sua própria história!
Reinventar o cuidado
Cuidado não se resume a contenção, a vigilância e a rotular a dor. Cuidado é possibilitar que cada pessoa possa inventar um modo de viver que faça sentido — ainda que fora da norma, ainda que fora do manual.
A medicalização da vida, quando atravessa corpos negros, não é apenas um equívoco clínico. É continuidade do projeto colonial15. Um projeto que aprendeu a trocar o tronco pela pílula, a senzala pelo hospital, o chicote pelo diagnóstico. Um projeto que transforma dor legítima em desvio, resistência em transtorno, e existência negra em anomalia.
Desobedecer a medicalização não significa negar o sofrimento — muito menos desvalorizar o cuidado em saúde mental. Significa recusar o enquadramento estreito que transforma toda dor em doença e todo desvio em distúrbio. Significa perguntar por que dói, para quem dói, e o que sustenta essa dor.
E mais: significa recuperar o direito de cuidar à nossa maneira. Com escuta, com vínculo, com afeto, com história, com terreiro, com música, com corpo, com política.
A medicalização da vida é silenciosa. Ela se infiltra na escola, no trabalho, na igreja, na família, nos consultórios e nas unidades de saúde1. E quando não é questionada, se torna regra. Mas nós sabemos, desde sempre, que nem tudo que adoece é doença. E nem tudo que alivia vem do remédio.
Há outros saberes. Há outras formas de resistir. Há outras formas de viver. Para nós, povo negro, a saúde nunca foi só ausência de sintomas. Foi sempre também território, liberdade, memória, dança, feijão, oração, cuidado coletivo16.
Reinventar o cuidado é também reivindicar o direito de ser inteiro, de ser complexo, de ser indisciplinado. É criar espaços onde o sujeito não precise ser “ajustado” para ser acolhido.
É lembrar, todos os dias, que nossa dor é legítima. Mas que nossa potência também é.
Que esse texto não se encerre aqui. Que ele sirva como brecha, como provocação, como ponto de partida para outras perguntas:
E se não for você o problema?
E se a sua dor tiver história?
E se o seu grito for só o começo da cura?
Desobedecer a medicalização da vida é, no fundo, afirmar o direito de viver de um jeito que o mundo ainda não aprendeu a suportar — mas que a gente, ancestralmente, nunca deixou de sonhar.
É reafirmar o Asè enquanto potência.
Asé!
• • • • • • • • •
Referências
1. Freitas F. Medicalização em psiquiatria – revista e atualizada. Fiocruz Editora; 2018. (Temas em Saúde).
2. Perrone PAK. A comunidade terapêutica para recuperação da dependência do álcool e outras drogas no Brasil: mão ou contramão da reforma psiquiátrica? Ciênc Saúde Coletiva. fevereiro de 2014;19(2):569–80.
3. Basaglia F. Escritos selecionados em saúde mental e reforma psiquiátrica. Rio de Janeiro: Garamond; 2005.
4. Vigiar E Punir: Nascimento Da Prisao. Editora Vozes; 2021.
5. David E de C, Vicentin MCG, Schucman LV. Desnortear, aquilombar e o antimanicolonial: três ideias-força para radicalizar a Reforma Psiquiátrica Brasileira. Ciênc Saúde Coletiva. 4 de março de 2024;29:e04432023.
6.Fanon F. Os condenados da terra. Rio de Janeiro, RJ: Zahar; 2022. 400 p.
7.Madhu S, Jose S. Medical Gaze Sans Bioethics: Revisiting Enslaved Black Women’s Medical Bondage in Behind the Sheet. J Med Humanit [Internet]. 4 de janeiro de 2025 [citado 1o de agosto de 2025]; Disponível em: https://link.springer.com/10.1007/s10912-024-09921-6
8.Forbes KA. Black Patients and the Historical Context of Racism in Medical Care. Em: Kaplan DA, organizador. Cultural Responsiveness in Assisted Reproductive Technology [Internet]. Cham: Springer Nature Switzerland; 2024 [citado 1o de agosto de 2025]. p. 211–33. Disponível em: https://link.springer.com/10.1007/978-3-031-76204-8_13
9.Moura C, Flicts E. História do negro brasileiro. Farias M, Silva E da, organizadores. São Paulo, SP: Editora Dandara; 2023. 138 p. (Coleção Clóvis Moura).
10.Galvão ALM, Oliveira E, Germani ACCG, Luiz ODC. Determinantes estruturais da saúde, raça, gênero e classe social: uma revisão de escopo. Saúde E Soc. 2021;30(2):e200743.
11.Brandt EJ. Social determinants of racial health inequities. Lancet Public Health. junho de 2023;8(6):e396–7.
12.David EDC, Vicentin MCG. Nem crioulo doido nem negra maluca: por um aquilombamento da Reforma Psiquiátrica Brasileira. Saúde Em Debate. outubro de 2020;44(spe3):264–77.
13.Amarante P. Saúde mental e atenção psicossocial. Fiocruz Editora; 2013.
14.Pensar Nagô. Editora Vozes; 2021.
15.Fanon F. Fanon F. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: UBU Editora; 2020. 2020.
16.Sodré M. Pensar Nagô. Editora Vozes; 2021.


